quinta-feira, 20 de junho de 2013

Futebol de Formação - Pais e Filhos


É com relativa facilidade que encontramos vários tipos de pais que de tal forma interferem na personalidade desportiva do filho que este, ao não ver cumpridas as metas impostas por eles, opta pelo abandono da prática desportiva.
Há pais que geralmente nunca estão de acordo com as decisões dos árbitros e dos treinadores, e dificilmente apoiam a equipa optando por , unicamente, apoiar o seu filho. São os pais fanáticos. Encontramos pais que costumam gritar e insultar árbitros, jogadores e treinadores com uns pulmões fora do comum. São pouco pacientes, escutam poucas vezes os outros e nunca estão dispostos a mudar.
Os que fazem isto perto do banco de suplentes são os piores, pois o jovem filho sente-se humilhado ao ouvi-lo vociferar.
E aqueles pais que se colocam estrategicamente junto à linha lateral, enquanto o filho joga? Que dispõem de umas enormes cordas vocais e de um código de sinais para indicar a táctica a seguir em cada momento do jogo? Estes ficam furiosos quando o seu filho, para poder seguir a táctica do treinador, não liga às suas instruções. Critica abertamente os árbitros, diverge do treinador e discute com os directores que não concordam que o seu filho é o melhor e que, por exemplo, é ele que tem de marcar os livres todos. Quando o filho chega a casa, começa a segunda parte do jogo. Os pais treinadores sem titulação deveriam tomar consciência de 3 consequências que gera a sua conduta:
  1. O seu filho perde concentração, porque sente ter de se preocupar mais com as suas instruções do que propriamente com o andamento do jogo;
  2. O seu filho fica nervoso. Sabe que se não jogar ao gosto do pai tem medo de o perder e, logo que chegue a casa, tem certeza de ouvir bronca da grossa;
  3. O seu filho fica confundido, ao entrar em contradição com as instruções do pai e a táctica do treinador.
Real SC - Iniciados B

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